Revista MultiAtual - ISSN 2675-4592

A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Simone Pereira da Silva

Professora dos anos iniciais do ensino fundamental, atuante no ensino infantil. Simoneps76@yahoo.om.br

 

Theles de Oliveira Costa

Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais UFMG. thelescosta@ufmg.br

 

 

RESUMO

O presente trabalho aborda a importância do brincar da criança, mas não um brincar qualquer, é o brincar dirigido e complexo, implicando no ensino escolar sem que a criança se enjoe, não o tornando cansativo ou repetitivo. Nos primeiros anos de vida da criança os jogos são muito importantes na formação do intelecto da mesma, tanto nas atividades escolares como no ambiente familiar, tendo e adequando o ensino do conteúdo a ser desenvolvido durante o ano com a realidade de cada aluno. As regras de convivência, o ensino das palavras, textos, números, entre outros; podem ser desenvolvidos de forma simples e divertida, através de jogos didáticos, brincadeiras, cantigas de roda, contação de histórias e muitas outras técnicas. É um trabalho mais árduo para o docente mas, dará melhores resultados a longo prazo. A ação de brincar é função essencial para o desenvolvimento infantil, fazendo parte da condição humana. Nesse aspecto especificamos situações nas quais as brincadeiras estimulam o desenvolvimento emocional, cognitivo, social e motor, oportunizando a passagem por etapas do desenvolvimento de suas potencialidades, proporcionando melhorias nas aptidões físicas e mentais, levando-as a estabelecer relações e buscar soluções para conflitos sociais e pessoais. Os objetivos desse trabalho é verificar a importância do brincar em grupos e individualmente para formação da personalidade da criança; ressaltar a importância de brincar na educação infantil como fator essencial para o desenvolvimento e aprendizagem da criança; enfatizar sobre a necessidade do estímulo, monitoramento e participação dos pais e professores nas brincadeiras realizadas nessa idade; e por fim, como objetivo geral analisar de que modo o brincar é necessário para o desenvolvimento global da criança na educação infantil. Os resultados da pesquisa se dará através do procedimento de pesquisa bibliográfica sobre as brincadeiras e sua relevância como recurso pedagógico e análise qualitativa e quantitativa de dados, coletados junto aos pais e educadores, possuindo como método de abordagem o hipotético dedutivo. Constatou-se que parte da sociedade desconhece o valor das brincadeiras acreditando que sua função é meramente recreativa, sendo assim, supõe-se que para muitos, as instituições de ensino devem priorizar as atividades escritas e por consequência não consideram significante o espaço e tempo direcionado a ludicidade. Evidenciou que alguns educadores não possuem aprimoramento sobre o assunto, fato que impede a execução das atividades lúdicas de forma significativa, tornando-as mecanizadas e executadas deliberadamente e sem relevância. Conclui-se que, é essencial aprimorar as metodologias aplicadas no cotidiano da educação infantil, pois o brincar é indispensável para formação do caráter, identidade e funções mentais e motoras, devendo ser planejado para atender as crianças de acordo com a faixa etária, respeitando os limites intrínsecos a cada indivíduo. É fundamental que a escola arque com o papel de promover conhecimento aos pais através de palestras e encontros, a fim de informar e esclarecer dúvidas sobre a importância que as brincadeiras possuem, devendo as famílias e instituições de educação infantil constituir um relacionamento de parceria para que a educação aconteça.

 

Palavras-chave: educação infantil, desenvolvimento psicomotor, brincadeiras dirigidas.

 

 

Introdução

A educação infantil é muito idealizada como o começo da vida escolar de uma criança, mas o sistema público e até mesmo o privado, está longe de suprir essas expectativas, não como crianças, mas como pequenos seres humanos em formação, que precisam aprender dentro da sua área de conhecimento, passando primeiramente pelo brincar para depois obter consciência do que foi aprendido e como ele irá utilizá-lo posteriormente, ou na próxima fase de seu crescimento, a utilização da escrita como forma de comunicação do mesmo.

            Os jogos são instrumentos lúdicos de aprendizagem que, de forma agradável e eficaz, proporcionam velocidade no processo de mudança de comportamento e aquisição de novos conhecimentos. Aprender jogando pode ser a maneira prazerosa, segura e atualizada de ensinar. Não se deve negar que a escola tenha também o seu lado sério, o problema é a forma pela qual ela interage com as crianças. O fato de apresentar-se séria, não quer dizer que a escola precisa ser rigorosa, mas que consiga penetrar no mundo infantil para, a partir desse ponto, desempenhar a sua real função: a formação afetiva intelectual.

É necessário que a escola valorize a seriedade na busca do conhecimento, resgatando o lúdico. Demonstrar a importância da inserção de jogos lúdicos como um modelo prático de vivência e consciência, visa uma melhor prática no desenvolvimento da criança no âmbito educacional. Em contato com brincadeiras diferenciadas, a criança será oportunizada a passar pelas etapas do desenvolvimento de suas potencialidades, proporcionando melhorias nas aptidões físicas e mentais, estimulando sua imaginação, auto expressão, levando-as a estabelecer relações e buscar soluções para conflitos sociais e pessoais. A brincadeira é uma atividade inerente ao ser humano e essencial na infância por estar presente em tudo que a criança faz. Desde o nascimento, o bebê estabelece uma relação lúdica com tudo que o cerca. Os pais estimulam seus sentidos quando brincam com ele e, com o passar dos meses, a criança aprende a brincar com as mãos, pés e se interessar por objetos diversos que atraem sua atenção.

Com o crescimento, suas habilidades são ampliadas e ela começa a brincar sozinha progredindo para brincadeiras em grupos. A ação lúdica desempenha uma função socializadora, integrando a criança ao contexto da sociedade em que está inserida pois, é através das experiências e contato direto com o mundo e suas modificações, que o conhecimento é adquirido e aperfeiçoado, Macedo (2005, p. 16) cita que ―Valorizar o lúdico nos processos de aprendizagem significa, entre outras coisas, considerá-lo na perspectiva das crianças. Para elas, apenas o que é lúdico faz sentido‖. Segundo Piaget (2001) em cada período da vida o brincar acontece de um jeito e se adequa à faixa etária específica auxiliando no desenvolvimento necessário para aquela etapa.

A criança de 03 a 04 anos está passando pela primeira infância, ou seja, Período Pré-operatório, fase em que o desenvolvimento mental é aprimorado por meio da interiorização da palavra com a formação do pensamento e interiorização da ação. Para a criança nessa faixa etária na educação infantil, o jogo simbólico está em ênfase, sendo eles desenvolvidos por meio da curiosidade, imaginação e experiências, onde o indivíduo começa sua formação intrínseca. Nesse contexto, essa pesquisa vem ao encontro de desvendar como o ato lúdico não deve ser visto apenas como uma recreação, mas sim uma condição essencial para potencializar o desenvolvimento infantil.

 Com as brincadeiras, a criança torna-se capaz de explorar e refletir sobre a realidade em que estão inseridas, buscando soluções e hipóteses para possíveis conflitos e questionando algumas regras, incorporando valores, apropriando-se de diversas linguagens corporais, promovendo a autoimagem, autoestima e conduzindo a imaginação e criatividade, permitindo assim a constituição de um pensamento crítico e uma visão ampla, auxiliando na formação de um cidadão com conduta social apta para as necessidades de uma sociedade que se encontra em constante modificação. Tem como objetivos investigar qual a importância do brincar para o desenvolvimento global da criança; ressaltar a importância de brincar na educação infantil como fator essencial para o desenvolvimento e aprendizagem; enfatizar sobre a necessidade do estímulo, monitoramento e participação dos pais e professores nas brincadeiras realizadas e analisar as brincadeiras em grupos e individualmente para formação da personalidade da criança nessa faixa etária. O procedimento utilizado foi por meio do estudo exploratório, bibliográfico, junto à coleta de dados tratados estatisticamente com análise qualitativa e quantitativa e método de abordagem hipotético dedutivo. Nas instituições de educação infantil, os jogos e brincadeiras são muito importantes para o aprendizado, pois atividades interessantes prendem a atenção dos alunos e auxilia o professor na troca de conhecimentos, facilitando assim a formação e aperfeiçoamento de suas habilidades. Jogos e brincadeiras são práticas significativas que envolvem e estimulam, nas quais o sujeito busca um prazer e não um aprendizado, este surge devido às habilidades e complexidade da dimensão lúdica que atingem, sendo os jogos compostos por regras, com objetivo predefinido e o brincar um ato rico em autonomia, ideias, pensamentos, imaginação, criatividade, interação, movimento, enfim, um mundo lúdico e único de cada criança.

 

1.    Referencial teórico

 

A educação lúdica sempre esteve presente em todas as épocas entre os povos e estudiosos, sendo de grande importância no desenvolvimento do ser humano na educação infantil e na sociedade. Os jogos e brinquedos sempre fizeram parte do desenvolvimento do ser humano desde a antiguidade, mas nos dias de hoje a visão sobre o lúdico é diferente. Implicam-se o seu uso e em diferentes estratégias em torno da prática no cotidiano.

 De acordo com Vygotsky (1987) citado por (SILVA e SANTOS, 2009, p.17):

O brincar é uma atividade humana criadora, na qual imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos, crianças e adultos.

Diante disso, a escola precisa se dar conta que, através do lúdico, as crianças têm chances de crescerem e se adaptarem ao mundo coletivo. O lúdico deve ser considerado como parte integrante da vida do homem não só no aspecto de divertimento ou como forma de descarregar tensões, mas também como uma forma de penetrar no âmbito da realidade, inclusive na realidade social.

O sentido real, verdadeiro, funcional da educação lúdica estará garantindo se o educador estiver preparado para realizá-lo. Nada será feito se ele não tiver um profundo conhecimento sobre os fundamentos essenciais da educação lúdica, condições suficientes para socializar o conhecimento e predisposição para levar isso adiante (ALMEIDA, 2000, p.63)

Por meio de uma brincadeira de criança, pode-se compreender como ela vê e constrói o mundo, como ela gostaria que ele fosse, quais as suas preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que tem dificuldade de traduzir em palavras. Nenhuma criança brinca espontaneamente só para passar o tempo, embora ela e os adultos que a observam possam pensar assim. Mesmo quando participa de uma brincadeira, em parte para preencher momentos vagos, sua escolha é motivada por processos internos, desejos, problemas, ansiedades. O que se passa na mente da criança determina suas atividades lúdicas; Brincar é sua linguagem secreta, deve-se respeitar mesmo que não entenda.

No brincar a criança está sempre acima de sua idade média, acima de seu comportamento diário. Assim, na brincadeira de faz-de-conta, as crianças manifestam certas habilidades que não seriam esperadas para sua idade. Nesse sentido, a aprendizagem cria a zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a aprendizagem desperta vários processos internos de desenvolvimento. Deste ponto de vista, aprendizagem não é desenvolvimento; entretanto o aprendizado adequadamente organizado resulta em desenvolvimento mental e põe em movimento vários processos de desenvolvimento que, de outra forma, seriam impossíveis de acontecer (VYGOTSKY apud OLIVEIRA, 2002, p. 132).

 “O jogo permite a expressão ludocriativa, podendo abrir novas perspectivas do uso dos códigos simbólicos. Mas, para que estas ideias se consolidem, é importantíssimo compreender os diferentes estágios de desenvolvimento mental infantil e adequar os brinquedos às potencialidades das crianças e, sobretudo, buscar diversificá-los com o objetivo de explorar novas inteligências e áreas ainda não desenvolvidas”. (Faculdade de Campina Grande do Sul – FACSUL, janeiro de 2016)

É enorme a influência do brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de agir numa esfera visual externa, dependendo das motivações e tendências internas, e não por incentivos fornecidos por objetos externos (Vygotsky 1989, p 109)

As brincadeiras que são oferecidas à criança devem estar de acordo com a zona de desenvolvimento em que ela se encontra, desta forma, pode-se perceber a importância do professor conhecer a teoria de Vygotsky (1989).  No processo da educação infantil o papel do professor é de suma importância, pois é ele quem cria os espaços, disponibiliza materiais, participa das brincadeiras, ou seja, faz a mediação da construção do conhecimento.

“A desvalorização do movimento natural e espontâneo da criança em favor do conhecimento estruturado e formalizado ignora as dimensões educativas da brincadeira e do jogo como forma rica e poderosa de estimular a atividade construtiva da criança. É urgente e necessário que, o professor procure ampliar cada vez mais as vivências da criança com o ambiente físico, com brinquedos, brincadeiras e com outras crianças.

Pelo ato de brincar, a criança pode desenvolver a confiança em si mesma, sua imaginação, a autoestima, o autocontrole, a cooperação e a criatividade, o brinquedo revela o seu mundo interior e leva ao aprender fazendo. A escola que respeitar este conhecimento de mundo prévio da criança e compreender o processo pelo qual a criança passa até alfabetizar-se, propiciando-lhe enfrentar e entender com maior tranquilidade e sabor os primeiros anos escolares poderá ser considerado um verdadeiro ambiente de aprendizagem. ” Faculdade de Campina Grande do Sul – FACSUL, janeiro de 2016)

 

2.    METODOLOGIA

O projeto de intervenção é uma atividade constituída para identificar o problema, transformando uma ideia em ação, definindo a análise e assim tentar solucioná-lo. Sendo assim, após o levantamento do problema, o projeto de intervenção é indicado para realização das necessidades de um método de aprendizagem defendido por diversos autores e com adeptos por todo o sistema.

            Sendo uma ação social que trata métodos que já são utilizados por algumas escolas públicas e particulares, a abrangência de método aprendendo brincado, deve e pode ser usado em todos os ambientes escolares, públicos ou não.

            O projeto de intervenção foi realizado na escola municipal Vander de Abreu Faustino, na região de Areias. A escola tem como entidade mantenedora a Prefeitura Municipal de Ribeirão das Neves e a Secretaria Municipal de Educação, que é responsável pelo suporte técnico e pedagógico.

A escola começou a funcionar na associação metodista em junho de 2000, suas instalacões em sede propria foi em março de 2009, batizada com o nome de Vander de Abreu Faustino. A instituição atende os alunos na seguinte divisão: Berçário “A” com doze crianças, com idade de um ano até um ano e seis meses; Berçário “B” com vinte alunos, com idade de um e seis meses até dois anos; maternal com vinte e dois alunos, com idade de dois anos a três anos; Jardim “A” com vinte alunos e Jardim “B” com dezoito alunos, com idade de três anos. Sete salas de pré-escola, com alunos de 4 e 5 anos, acessando noventa e dois alunos, nessa contagem já abrangem alunos da inclusão escolar. Os alunos inclusos possuem as seguintes necessidades educacionais especiais: deficiências físicas, síndrome de Down, abstinência de casos com drogas e alcoolismo.

Desenvolver ações na perspectiva de que, para haver aprendizagem é preciso organizar um currículo aberto, flexível e que seja significativo para as crianças e demais pessoas envolvidas no processo educativo. As ações da proposta pedagógica de projetos, pois estes abrem mais possibilidades para que as crianças possam aprender os diferentes conhecimentos construídos pela humanidade de modo relacional e não linear. Incentivando-as a refletir, analisar, observar, ser pesquisador, mediante experiências e vivências significativas que instigam sua curiosidade, além de outras atividades que sejam relevantes no desenvolvimento e aprendizagem.

             Projeto de intervenção será desenvolvido nas sete turmas da pré-escola, focando a atenção, especial às brincadeiras da época quando os pais das crianças eram pequenos, trazendo-as ao cotidiano dos alunos, para que possam fazer parte de seu rol de brincadeiras diárias, pois acreditar que “a criança que joga desenvolve suas percepções, sua inteligência, suas tendências à experimentação, seus instintos sociais. ”  

Brincando e jogando, a criança aplica seus esquemas mentais à realidade que a cerca. “Jogar contribui para a formação intelectual da criança, para a construção do pensamento formal capaz de manipular o raciocínio” (PIAGET 1971, p. 89). Durante o projeto as crianças teriam oportunidade de participar de diferentes situações de aprendizado, num processo ativo de construção de significados, expressando-se por meio do desenho livre, da fala, do movimento, da linguagem corporal, gestual, musical, jogo e do próprio brincar, experimentando diversas vivências e sensações e aos poucos apropriando-se da cultura, por meio de situações significativas, tais como:

 · Roda de conversa com os pais informando sobre o projeto a fim de que participem do trabalho junto com a criança;

 · Rodas de conversas diárias para incentivo á oralidade e socialização de informações.

 · Diálogo com as crianças descobrindo seus jogos e brincadeiras preferidas.

 · Conversa com os pais das crianças resgatando as brincadeiras que eles mais gostavam de brincar quando crianças.

 · Confecção domiciliar com os pais para o desenvolvimento do brinquedo que eles mais gostavam de brincar quando tinham a idade dos filhos.

· Oficina de confecção de brinquedos com sucatas.

· Debates com profissionais de Educação Física sobre o desenvolvimento das brincadeiras e como foram aplicadas no grupo, explicando junto com as crianças as regras das mesmas.

 · Confecção de um baú com brinquedos mais antigos para brincar paralelamente aos brinquedos que as crianças brincam no dia-a-dia.

· O registro das atividades será realizado sob a forma de: desenhos, painéis, fotos, portfólio de atividades das crianças.

            Esse projeto optou pelo o pesquisa-ação, pois o mesmo pressupõe uma forma de ação planejada, de caráter social, educacional, técnico entre outros. Dessa interação é uma boa educação a próxima geração, abrangente o bastante para dar frutos futuramente.

Para que o projeto de intervenção, algumas ações de infraestrutura são necessárias junto a administração escolar. Estas ações estão descritas no Quadro (3.1).

 

 

 

 

 

 

Quadro 3.1 – Ações de infraestrutura para viabilizar o projeto de intervenção

Projeto: Aprendendo brincando

Data: 01/07/2018

Responsável: prefeitura municipal

Atividade

Resultado esperado

Quem

Quando

R$

Reforma da quadra escolar

Cobertura e colocação de piso fino

Prefeitura

01/07

5,000,00

Compra de armários para guardar os materiais pedagógicos

Guardar os brinquedos didáticos em ordem

Prefeitura/ marceneiro/equipe /pedagógica

01/11

6,500,00

Brinquedos e materiais pedagógicos

Compra dos materiais necessários

Prefeitura

01/12

10,000,00

 

O quando 3.2 mostra o cronograma de execução das ações para viabilizar o projeto:

 

Quadro 3.2 Cronograma de Execução do Projeto de Intervenção.

Ação

Responsável

Quando

Enviando ofício para pedir as melhorias (pavimentação da quadra, materiais para confecção dos armários e brinquedos pedagógicos)

Chefia imediata/diretor escolar

01/06

Começo da obra de reforma da quadra

Prefeitura

01/07

Instalação dos armários

Prefeitura/marceneiro

10/11

Entrega da verba para compra dos materiais e os brinquedo pedagógico

Prefeitura/escola/chefia imediata

11/12

 

 

3.    RESULTADOS e discussões

O presente trabalho está em andamento em uma escola de educação infantil da rede municipal da cidade de Ribeirão das Neves - MG, onde serão analisados e discutidos os dados coletados através da aplicação de questionários fechados com os professores da referida instituição escolar. Quando questionadas sobre os conhecimentos teóricos sobre o tema brincar os professores em sua totalidade afirmaram ter conhecimento teórico sobre o tema, mas foram apresentadas respostas diferentes, alguns conceituando brincadeira apenas como “diversão”. Para as crianças o brincar deve ser encarado com seriedade, considerando-a como algo que está para além da diversão e a escola, nesse sentindo, torna-se um dos espaços mais importantes para a promoção dessas vivências e do resgate da cultura lúdica que vem sendo perdida ao longo dos tempos.

Na questão sobre a importância do brincar em sala de aula e sua relação com a aprendizagem todos os professores acreditam ser a brincadeira um instrumento importante para o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, além de serem utilizadas como instrumento avaliativo, no entanto, notou-se que uma das educadoras parece conhecer melhor o papel do brincar em sala de aula quando diz que a criança é colocada em diversas situações e assim se tornam mais encorajadas o que leva a uma melhor aprendizagem. Quando questionados sobre a integração do brincar no planejamento dentro da prática docente, os professores afirmam que as integram, porém o fazem de forma a utiliza-lo apenas como um meio e não como um fim em si próprio. Ou seja, em sua maioria os professores utilizam as brincadeiras apenas como um instrumento facilitador da aprendizagem dos conteúdos próprios à alfabetização.

O brincar em si não ocupa um lugar de destaque. Na pergunta: “Você defende as brincadeiras em sala de aula como recurso pedagógico a serem utilizadas? ” Os professores apoiam a utilização das brincadeiras no ambiente escolar e sentem que estes momentos trazem diversão e aprendizagem tanto para as crianças quanto para os próprios professores. Ao serem questionados sobre “De que forma você utiliza o brinquedo e/ou brincadeiras como atividade” os professores afirmaram que quando o brincar é utilizado em sala de aula, em sua maioria serve apenas como uma ponte para a absorção do conteúdo trabalhado. Os professores podem usar o brincar a favor da educação, devendo estimular as atividades lúdicas em sala de aula, mas não de forma imposta, pois dessa forma não estariam atingindo o objetivo de favorecer o desenvolvimento das crianças.

A esperança de todo esse trabalho é vencer as barreiras entre o brincar dirigido com professores que estão estagnados, não estando abertos as inovações das propostas nesse projeto e mudar o estigma que encontra –se dentro do convívio comum em sala de aula convencional.

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4.    ConsideraçÕes finais

O projeto busca apresentar uma forma diferenciada de trabalho para professores, alunos e todo o corpo docente, inovando a visão de escola infantil, preparando o campo de ensino tanto para novo aprendizado do aluno e abertura de um leque de possibilidades de atividades a serem desenvolvidas no âmbito escolar. O suporte necessário para o desenvolvimento do projeto apoia-se no pedagogo responsável da escola e diretores ou chefia imediata.

No decurso do processo busca-se colher as opiniões dos educadores, bem como observar o contexto escolar, espaço onde ocorre na prática um conjunto de ações educativas, entre elas, o Brincar. Para alcançar os objetivos propostos será preciso coletar respostas dos educadores através da aplicação de questionários fechados e a observação da rotina nas salas de aula. É preciso acabar com a visão distorcida sobre o papel do brincar na escola, principalmente para aqueles que acreditam que só se adquire conhecimentos diante de um professor, de um quadro e das tarefas tradicionais.

O brincar é uma forma de comunicação, é por meio destas brincadeiras que as crianças desenvolvem no seu dia-a-dia, valorizar o lúdico durante o processo de alfabetização significa considerar as perspectivas da criança sendo vividas em sala de aula como a continuação da educação familiar, introduzindo os conteúdos escolares suavemente.

 

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Recebido em 04 de agosto de 2020
Publicado em 28 de agosto de 2020


Como citar este artigo (ABNT)

SILVA, Simone Pereira da. COSTA, Theles de Oliveira. A Importância dos Jogos e Brincadeiras na Educação Infantil. Revista MultiAtual, v. 1, n.4., 28 de agosto de 2020. Disponível em: https://www.multiatual.com.br/2020/08/a-importancia-dos-jogos-e-brincadeiras.html
A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL A IMPORTÂNCIA DOS JOGOS E BRINCADEIRAS NA EDUCAÇÃO INFANTIL Reviewed by Revista MultiAtual on agosto 17, 2020 Rating: 5
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