DOI: 10.5281/zenodo.6419861

 

Ana Vitória Damasceno Amorim

Acadêmica do curso de Pedagogia-UESPI

 e-mail: anaamorim@aluno.uespi.br  

 

Fabricia Pereira Teles

Professora adjunta-UESPI

Doutora em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem (PUC/SP)

e-mail: fabriciateles@phb.uespi.br

 


Resumo: O The New London Group (2000) publicou um manifesto, em 1996,    tratando    sobre    a    necessidade    dos    professores    reorganizarem sua prática  de  ensino considerando  as  mudanças  e transformações sofridas pela sociedade. Para tanto, propõe  a  pedagogia  dos  multiletramentos  como  forma  de  atender  o  novo  letramento  emergencial  que  surgia em decorrência da  globalização e do crescente avanço das tecnologias de informação e comunicação (TIC’s). Durante a  pandemia  da  COVID-19, mais do que em qualquer outra época,  os  professores foram desafiados e provocados a  utilizar  os  recursos tecnológicos para poder ministrar suas aulas no formato remoto, exigindo dos mesmos uma prática pedagógica multiletrada. Diante deste cenário, o objetivo deste artigo é discutir a   pedagogia   dos   multiletramentos, destacando sua   origem, processo, viabilidade, vantagens de adotá-la na prática de ensino atual, bem como apresentar resultados de uma pesquisa sobre o tema. A  metodologia  adotada na produção dos dados foi  bibliográfica e de campo do tipo exploratória descritiva, com uma abordagem  quali-quantitativa. Os resultados da pesquisa revelam que os professores investigados apresentam dificuldades em acompanhar as mudanças que a sociedade requer e exige, mesmo já existindo no campo educacional discussões teóricas e pedagogias apropriadas para lidar com a realidade hodierna.

Palavras-chave: Pedagogia   dos   Multiletramentos.   Ensino.   Professor. Prática Pedagógica.