DOI: 10.5281/zenodo.7621033

 

Ismael Iladin[1]

(Graduado em Letras pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Unioeste, com especialização, pela mesma instituição, em Língua, Literatura e Ensino; Mestrando em Letras – campo de concentração linguagem e sociedade, linha de pesquisa Literatura, memória, cultura e ensino – também pela Unioeste. Atualmente atua como professor na rede estadual de educação básica, ministrando a disciplina de Língua Portuguesa).

 



[1] Mestrando (ano do ingresso 2022) do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), câmpus de Cascavel, Paraná. E-mail: ismael.iladin@escola.pr.gov.br.


RESUMO

A imagem em movimento sempre esteve intimamente ligada às experiências do aluno e, apesar disso, os gêneros audiovisuais sempre foram marginalizados, exercendo papel secundário nas pautas das escolas, ainda que o aluno do século XXI mantenha contato diuturno com as tecnologias e com as redes sociais que privilegiam a imagem e o filme. Por essa razão que, no presente trabalho, propor-se-ão reflexões acerca de encaminhamentos didático-metodológicos relativos à produção do gênero documentário como uma proposta de aplicação para o ensino médio, arguindo em favor da importância do trabalho com o audiovisual no ensino-aprendizagem. Assim, serão pormenorizadas ações relevantes para o desenvolvimento das atividades, tais como: a) observação de documentários consagrados ou não; b) análise crítico-interpretativa; c) reflexões de ordem técnica envolvendo a gramática audiovisual; e d) produção.  A finalidade de nossas reflexões consiste em promover contato com uma proposta de aplicação relacionada ao documentário, relatando episódios frutíferos e infrutíferos ao longo da jornada didático-metodológica experimentada em algumas classes. Trata-se, apesar dos entraves que sempre florescem em qualquer metodologia, de uma experiência didática que traz, no bojo dos encaminhamentos, elementos importantes para a escola contemporânea, quais sejam o trabalho com as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) e também com o gênero discursivo multimodal, que envolve, por assim ser, múltiplas linguagens. Proporemos, também, apontamentos relacionados ao caráter social, tanto no que concerne à relação do estudante com a escola, como também na relação daquele com a sociedade. Ou seja, como tratar indivíduos socialmente desiguais em um espaço que se quer democrático e inclusivo? Ou como o estudante, de escola pública, observa seu entorno de maneira crítica e traduz sua realidade em forma de arte? É com base nessas inquietações que o documentário pode ser um subterfúgio, não apenas para o exercício reflexivo do indivíduo com sua realidade, mas também para o professor com a sua comunidade escolar.

Palavras-chave: documentário; realidade; linguagem audiovisual.