DOI: 10.5281/zenodo.8210225

 

Mirian Abreu Alencar Nunes

Professora adjunta do curso de Pedagogia - UESPI ;

Doutora e Mestra em educação pelo PPGed- UFPI

Graduada em Licenciatura em Pedagoga- UESPI.

 Email: mirianabreu@frn.uespi.br

 

Maria da Glória Carvalho Mora

Professora  do CCE  - UFPI ;

Doutora e Mestra em educação  – UFRN

Graduada em Licenciatura em Pedagoga- UFPI

 Email: glorinha_m@yahoo.com

 

RESUMO

O texto está vinculado aos estudos em nível de doutorado realizado em uma instituição que abriga adolescentes privados de liberdade, bem como ao constante estudo que fazemos acerca dos processos educativos desenvolvidos nesta unidade. A proposta apresenta resultados de uma pesquisa sobre as aulas remotas ofertadas aos socioeducando internos no período em que a pandemia causada pelo vírus Sars-Cov-2 interferiu as práticas escolares durante o ano de 2021. A proposta faz parte de uma investigação mais ampla cadastrada como projeto de pesquisa na Universidade Estadual do Piauí (UESPI), que visa construir um paralelo entre as práticas pedagógicas desenvolvidas em espaços socioeducativos e sistema prisional. O objetivo da pesquisa foi identificar os reflexos das aulas remotas desenvolvidas no CEM, a partir de sua caracterização, avanços e desafios.  Os dados foram analisados a partir de narrativas de adolescentes socioeducandos descritas no Plano Individual de Atendimento (PIA). Em síntese, a pesquisa revelou um prejuízo no desenvolvimento educativo dos adolescentes em virtude da ausência do professor no período pandêmico, bem como um avançar no tocante à habilidade de autonomia que jovens e adultos precisam para superar as dificuldades de aprendizagem.

Palavras-chave: Educação. EJA. Privados de liberdade. Covid-19.