DOI: 10.5281/zenodo.10116684

 

Carla Gravel da Costa Osta

Nutricionista. Mestranda em Ciência e Tecnologia em Leite e Derivados - Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professora do curso de nutrição - Centro Universitário FAMINAS, campus Muriaé-MG, email: carla.osta@professor.faminas.edu.br, ID Lattes:1646379984744938.

 

Rosângela Simões Gonçalves

Nutricionista. Doutoranda em Ciências da Saúde. Mestra em Biotecnologia em Saúde Humana e Animal. Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente - FIOCRUZ-RJ, e-mail: simoesrosangela@gmail.com, ID Lattes: 1184127716020028.

 

Áurea Alice Campos Oliveira

Economista Doméstica. Mestre em Economia Doméstica (Universidade Federal de Viçosa), e-mail: aurea.oliveira@emater.mg.gov.br, ID Lattes: 8792118144058172.

 

Verlúcio Alves de Aguiar Júnior

Biomédico. Pós-graduado em Hematologia Básica e Clínica, e-mail: veverlucio@hotmail.com, ID Lattes: 8455215044958664

 

Eliabe do Carmo Almeida

Biomédico. Graduando em Nutrição. Pós-graduado em Fisiologia do Exercício, e-mail: eliabedokarmo@gmail.com, ID Lattes: 6122589270390774

 

RESUMO

As Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN) têm como finalidade o desempenho de atividades relacionadas à alimentação e nutrição, sendo o êxito do seu funcionamento constituído através da definição clara de seus objetivos, da qualidade de suas instalações físicas bem como, da normatização de todas as operações desenvolvidas. O presente trabalho teve por objetivo analisar as condições físicas e funcionais de uma UAN hospitalar de um município mineiro a fim de verificar as necessidades observadas tomando como base a importância da estrutura da área de produção. Como método, foi realizado um estudo descritivo e transversal, utilizando como critério a RDC Nº 275/2002, para determinar se as condições estruturais e funcionais da referida UAN se encontravam em situações propícias à obtenção de alimentos seguros. Foi aplicado questionário com opções de respostas nos seguintes termos: para conforme (C), itens não conformes (NC), para os itens não atendidos e não se aplica (NA). Verificou-se algumas condições insatisfatórias quanto à estrutura física, aspectos como ventilação precária, pisos não antiderrapantes, trincas e rachaduras, ralos não sifonados, portas sem fechamento automático, presença de mofos e infiltrações, bem como instalações elétricas e de gás inadequadas. Em relação à estrutura funcional, observaram-se condições satisfatórias relacionadas ao destino do lixo, potabilidade da água, controle de pragas, vetores adequados. A estrutura foi adaptada para o funcionamento e não planejada conforme indicado pelas resoluções existentes, porém observou-se que a mesma se apresenta organizada hierarquicamente em conformidade com a legislação vigente da RDC Nº 216/2004 da ANVISA. Os aspectos físicos e funcionais precisam ser considerados na fase de preparação do projeto de implantação da UAN onde as condições físicas devem favorecer ao dimensionamento das áreas promovendo a racionalização do trabalho garantindo maior conforto aos manipuladores e consequentemente para a manutenção de um padrão alimentar. Através dos resultados encontrados é possível traçar medidas corretivas, realizar adequações necessárias, perceber a importância de cada recomendação e o quanto cada aspecto interfere no produto final oferecido e na ambiência da UAN.

Palavras-chave: Alimentação coletiva; Checklist; RDC 275; Vigilância sanitária.