Belijane Marques
Feitosa
Doutora em
Educação (PPGE/UFS). Professora da Universidade Federal de Campina Grande
(CFP/UFCG). Integra o Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em
Educação, Linguagem e Práticas Sociais (GIEPELPS) (CNPq/UFCG) e o Grupo de
estudos e pesquisas queer e outras epistemologias feministas (CONQUEER)
(CNPq/UFS). E-mail: belimare.pb@gmail.com
Maria Thaís de
Oliveira Batista
Doutoranda em
Educação (PPGE/UFPE). Pedagoga (UFCG). Professora da Universidade Estadual da
Paraíba (UEPB). Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas Religiosidades,
Educação, Memórias e Sexualidades (CNPq/UFPE) e o Grupo Interdisciplinar de
Estudos e Pesquisas em Educação, Linguagem e Práticas Sociais (GIEPELPS)
(CNPq/UFCG). E-mail: professoramariathaisdeoliveira@gmail.com
Priscila Nunes
Brazil
Doutoranda em
Linguagem e Ensino (PPGLE/UFCG). Licenciada em Letras - Língua Portuguesa
(UFCG). Integra o Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação,
Linguagem e Práticas Sociais (UFCG/CNPq) e o Grupo de pesquisa Linguagem,
Interação e Cultura (GELInC/UFCG). E-mail: prinunesbra31@gmail.com
RESUMO
O
presente estudo discute a construção de um conhecimento afro-queer a partir das
experiências e resistências de mulheres não-brancas, incluindo quilombolas, de
terreiro, indígenas, imigrantes e refugiadas. As narrativas coloniais de gênero
e sexualidade excluíram essas mulheres, impondo normativas eurocêntricas e
binárias que invisibilizam suas vivências. Nesse contexto, os Estudos
Afro-Queer emergem como uma proposta interseccional e decolonial, que valoriza
saberes ancestrais, espiritualidades e performances culturais como formas de
resistência. As práticas culturais e religiosas dessas mulheres desafiam a
colonialidade de gênero ao criarem espaços de subversão e autonomia. A pesquisa
também aborda como mulheres em trânsito – indígenas, imigrantes e refugiadas –
constroem novas identidades ao atravessarem fronteiras geográficas e culturais.
A interseccionalidade e a decolonialidade são utilizadas como referenciais
teóricos para compreender as múltiplas opressões enfrentadas e as formas
inovadoras de resistência e produção de conhecimento contra-hegemônico. O
estudo conclui que a valorização dos saberes afro-queer é fundamental para
ampliar o debate sobre identidade, pertencimento e resistência em um mundo
ainda marcado por hierarquias coloniais e raciais.
Palavras-chave: Estudos Afro-Queer; Colonialidade de Gênero; Interseccionalidade; Resistência Cultural.

