DOI: 10.5281/zenodo.18520825

 

Belijane Marques Feitosa

Doutora em Educação (PPGE/UFS). Professora da Universidade Federal de Campina Grande (CFP/UFCG). Integra o Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação, Linguagem e Práticas Sociais (GIEPELPS) (CNPq/UFCG) e o Grupo de estudos e pesquisas queer e outras epistemologias feministas (CONQUEER) (CNPq/UFS). E-mail: belimare.pb@gmail.com

 

Maria Thaís de Oliveira Batista

Doutoranda em Educação (PPGE/UFPE). Pedagoga (UFCG). Professora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Integra o Grupo de Estudos e Pesquisas Religiosidades, Educação, Memórias e Sexualidades (CNPq/UFPE) e o Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação, Linguagem e Práticas Sociais (GIEPELPS) (CNPq/UFCG). E-mail: professoramariathaisdeoliveira@gmail.com

 

Priscila Nunes Brazil

Doutoranda em Linguagem e Ensino (PPGLE/UFCG). Licenciada em Letras - Língua Portuguesa (UFCG). Integra o Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Educação, Linguagem e Práticas Sociais (UFCG/CNPq) e o Grupo de pesquisa Linguagem, Interação e Cultura (GELInC/UFCG). E-mail: prinunesbra31@gmail.com

 

RESUMO

O presente estudo discute a construção de um conhecimento afro-queer a partir das experiências e resistências de mulheres não-brancas, incluindo quilombolas, de terreiro, indígenas, imigrantes e refugiadas. As narrativas coloniais de gênero e sexualidade excluíram essas mulheres, impondo normativas eurocêntricas e binárias que invisibilizam suas vivências. Nesse contexto, os Estudos Afro-Queer emergem como uma proposta interseccional e decolonial, que valoriza saberes ancestrais, espiritualidades e performances culturais como formas de resistência. As práticas culturais e religiosas dessas mulheres desafiam a colonialidade de gênero ao criarem espaços de subversão e autonomia. A pesquisa também aborda como mulheres em trânsito – indígenas, imigrantes e refugiadas – constroem novas identidades ao atravessarem fronteiras geográficas e culturais. A interseccionalidade e a decolonialidade são utilizadas como referenciais teóricos para compreender as múltiplas opressões enfrentadas e as formas inovadoras de resistência e produção de conhecimento contra-hegemônico. O estudo conclui que a valorização dos saberes afro-queer é fundamental para ampliar o debate sobre identidade, pertencimento e resistência em um mundo ainda marcado por hierarquias coloniais e raciais.

Palavras-chave: Estudos Afro-Queer; Colonialidade de Gênero; Interseccionalidade; Resistência Cultural.