John Jamerson da Silva Brito
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade
Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professor da rede municipal de ensino de
Davinópolis/MA, jamersonbritobr@gmail.com.
Juliana Ferreira de Sousa
Doutoranda do Programa de Pós-Graduação
em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ferreira.juliana.sd@gmail.com.
Jónata Ferreira de Moura
Doutor em Educação. Professor Adjunto
no Centro de Ciências de Imperatriz da Universidade Federal do Maranhão (UFMA)
e Coordenador do Mestrado Profissional em Educação, jf.moura@ufma.br
RESUMO
O
objetivo é apresentar algumas potencialidades que as narrativas
(auto)biográficas sobre gêneros e sexualidades podem trazer para os processos
(auto)formativos em pesquisas educacionais e nas trajetórias de
pesquisadores(as). Toma-se as narrativas como espaços de transgressões,
formação, partilha, produção de si e/ou reinvenção de si, ao qual possibilitam
a quem narra, a quem ouve, a quem lê e a quem vive, a riqueza de si, dos outros
e do mundo, e a relações que nos envolve, através de uma produção da realidade
e do registro de um tempo histórico, situado, cultural e socialmente
comprometido. Para tanto, neste texto utiliza-se como arcabouço
teórico/metodológico os estudos (auto)biográficos em especial as pesquisas
(com)narrativas, em diálogo aos estudos de gêneros e sexualidades vinculados a
uma perspectiva pós-estruturalista de inspiração foucaultiana. A metodologia
parte da reflexão através de uma costura textual com nossa própria
escrita/trajetória enquanto pesquisadores(as) no campo das narrativas e como
seus (des)uso(s) atravessam nossas pesquisas e se tornam essenciais para nossos
escritos e processos formativos, tudo isto exigindo um pensamento narrativo, visto que a narrativa trata das
vicissitudes das intenções humanas. Entende-se que ao narrar a si, e aos seus
movimentos auto(trans)formativos, os(as) pesquisadores(as) conseguem realizar
uma reflexão não apenas de si, mas dos seus próprios caminhos que entrelaçam-se
com as suas constituições enquanto sujeitos(as), que perpassam diferentes
marcadores sociais imbricados nas relações de gêneros e sexualidades, nesse
sentido, o ato narrativo se configura como algo indispensável para o registro das (trans)formações e
experiências marcadas por esses atravessamentos dissidentes.
Palavras-chave: Narrativas. Estudos autobiográficos. Pesquisas Educacionais. Gêneros e Sexualidades. (Auto)formação.

