DOI: 10.5281/zenodo.18525784

 

John Jamerson da Silva Brito

Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professor da rede municipal de ensino de Davinópolis/MA, jamersonbritobr@gmail.com.

 

Juliana Ferreira de Sousa

Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ferreira.juliana.sd@gmail.com.

 

Jónata Ferreira de Moura

Doutor em Educação. Professor Adjunto no Centro de Ciências de Imperatriz da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Coordenador do Mestrado Profissional em Educação, jf.moura@ufma.br

 

RESUMO

O objetivo é apresentar algumas potencialidades que as narrativas (auto)biográficas sobre gêneros e sexualidades podem trazer para os processos (auto)formativos em pesquisas educacionais e nas trajetórias de pesquisadores(as). Toma-se as narrativas como espaços de transgressões, formação, partilha, produção de si e/ou reinvenção de si, ao qual possibilitam a quem narra, a quem ouve, a quem lê e a quem vive, a riqueza de si, dos outros e do mundo, e a relações que nos envolve, através de uma produção da realidade e do registro de um tempo histórico, situado, cultural e socialmente comprometido. Para tanto, neste texto utiliza-se como arcabouço teórico/metodológico os estudos (auto)biográficos em especial as pesquisas (com)narrativas, em diálogo aos estudos de gêneros e sexualidades vinculados a uma perspectiva pós-estruturalista de inspiração foucaultiana. A metodologia parte da reflexão através de uma costura textual com nossa própria escrita/trajetória enquanto pesquisadores(as) no campo das narrativas e como seus (des)uso(s) atravessam nossas pesquisas e se tornam essenciais para nossos escritos e processos formativos, tudo isto exigindo um pensamento narrativo, visto que a narrativa trata das vicissitudes das intenções humanas. Entende-se que ao narrar a si, e aos seus movimentos auto(trans)formativos, os(as) pesquisadores(as) conseguem realizar uma reflexão não apenas de si, mas dos seus próprios caminhos que entrelaçam-se com as suas constituições enquanto sujeitos(as), que perpassam diferentes marcadores sociais imbricados nas relações de gêneros e sexualidades, nesse sentido, o ato narrativo se configura como algo indispensável  para o registro das (trans)formações e experiências marcadas por esses atravessamentos dissidentes.

Palavras-chave: Narrativas. Estudos autobiográficos. Pesquisas Educacionais. Gêneros e Sexualidades. (Auto)formação.