Maria Alice França Dos Santos
Graduada em Pedagogia
pela Universidade Estadual de Maringá/UEM, ra126890@uem.br.
Gislaine Aparecida Valadares Godoy
Professora
Adjunta do Departamento de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá-
Campus Regional de Cianorte, gavgodoy@uem.br
RESUMO
O texto que segue, é
fruto de uma pesquisa de iniciação científica, realizada durante a graduação em
Pedagogia na Universidade Estadual de Maringá, Campus Regional de Cianorte. O
estudo analisou a atuação das mulheres, na criação e consolidação de escolas nos
assentamentos da população originária dos movimentos sociais de luta pela
terra, destacando o papel feminino, na transformação desses espaços em
ambientes de emancipação e desenvolvimento comunitário. O período em análise
foi entre os anos de 1980 a 2000, momento em se realizava a reforma agrária no
Brasil e, quando surgiram os movimentos sociais que lutavam por uma reforma que
distribuísse terras a população rural que teria sido ‘engolida’ pelos grandes
proprietários de terras. A investigação baseou-se em autores como Caldart
(2008) e Oliveira (2007), entre outros, utilizando para fins de análise, o materialismo dialético como metodologia, pois como destaca
Pires (1997), esse método busca compreender a materialidade histórica da vida
em sociedade e as leis fundamentais que estruturam a organização social ao
longo da história; nos permitindo superar a separação entre sujeito e objeto de
análise, possibilitando compreender a Educação do Campo não como um modelo
imposto por uma lógica externa, mas como um processo formativo construído pelos
próprios sujeitos do campo, tendo as mulheres como as principais agentes nesse
processo. Como resultados da pesquisa, observamos que a educação, foi um
elemento indispensável para a efetivação da reforma agrária, para melhoria das
condições de vida nas áreas rurais, evidenciando a interdependência entre
educação e direitos sociais. Notou-se, ainda, que a atuação feminina foi
fundamental na resistência contra as estruturas patriarcais, que dificultavam a
participação das mulheres nas lutas sociais e educacionais; e na busca pela
igualdade de gênero nos contextos rurais sendo um mecanismo para promover
mudanças efetivas, tanto na educação, quanto nas questões agrárias.
Palavras-chave: Reforma Agrária, Movimentos Sociais, Educação do Campo, Mulheres.

