DOI: 10.5281/zenodo.19223899

 

Barbara Ferreira Gonçalves

Psicóloga, Pós-Graduanda em Psicologia Hospitalar pela Faculdade Libano. E-mail: barbara95ferreira@gmail.com

 

Celina da Rosa Santos Neta

Psicóloga, Mestranda em Ensino pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). E-mail: scelinar@gmail.com

 

RESUMO

O presente estudo analisa a ressignificação da identidade feminina no retorno ao trabalho após a maternidade, utilizando o simbolismo da fênix como metáfora de renascimento, transformação e resiliência. O objetivo é compreender as mudanças subjetivas, emocionais e profissionais vivenciadas por mulheres mães após o término da licença-maternidade, bem como discutir a relevância do suporte institucional e organizacional nesse processo de transição. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, fundamentada em produções científicas nacionais que abordam maternidade, trabalho, identidade feminina e políticas de apoio às mulheres no contexto laboral contemporâneo. Os achados indicam que a maternidade desencadeia um processo intenso de reconstrução identitária, marcado por ambivalências emocionais, sentimentos de culpa e realização, redefinição de prioridades e reorganização da vida pessoal e profissional. Evidencia-se, ainda, o desenvolvimento de novas competências, como empatia ampliada, gestão do tempo, capacidade de adaptação e resolução de problemas. Entretanto, permanecem barreiras estruturais e simbólicas, como preconceitos de gênero, estigmatização da maternidade e a denominada penalidade materna, que impactam negativamente a progressão na carreira. Conclui-se que o simbolismo da fênix constitui um potente recurso analítico para compreender os ciclos de ruptura e reconstrução vividos pelas mulheres no pós-maternidade, ressaltando a necessidade de políticas organizacionais inclusivas e práticas institucionais humanizadas.

Palavras-chave: Maternidade. Identidade feminina. Trabalho. Pós-maternidade.