DOI: 10.5281/zenodo.19768616

 

Joelson Lopes da Paixão

Doutorando e Mestre em Engenharia Elétrica. Especialista em áreas da Educação e relacionadas à Engenharia Elétrica. Bacharel em Engenharia Elétrica, licenciado em Matemática, Física, Pedagogia e em Formação de professores para a EPT. Foi aluno de IC, atuou como professor na EBTT e participou de vários projetos de P&D. Atualmente, é pesquisador e doutorando em Engenharia Elétrica. E-mail: joelson.paixao@hotmail.com | Lattes: http://lattes.cnpq.br/6907289379766915 | ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8874-5151

 

RESUMO

A mobilidade elétrica se consolidou como um dos pilares da transição energética e da descarbonização do setor de transportes, segmento responsável por parcela expressiva das emissões globais de gases de efeito estufa. A substituição progressiva de veículos movidos a combustíveis fósseis por veículos elétricos (VE) apresenta potencial significativo para a redução de emissões locais, melhoria da qualidade do ar nos centros urbanos e diminuição da dependência de derivados de petróleo. Todavia, a consolidação dessa transformação depende diretamente da expansão e da adequação da infraestrutura de recarga, componente crítico para a viabilidade técnica, econômica e social da mobilidade elétrica. O presente estudo analisa criticamente os fundamentos tecnológicos da mobilidade elétrica, os modelos de infraestrutura de recarga disponíveis e os desafios regulatórios, energéticos e urbanos associados à sua implementação em larga escala. Parte-se da premissa de que a eletrificação do transporte não se restringe à substituição do motor a combustão por sistemas elétricos, mas demanda reconfiguração sistêmica que articula redes elétricas inteligentes, sistemas de armazenamento de energia e políticas públicas coordenadas. Argumenta-se que o desenvolvimento de redes de recarga públicas e privadas, associadas a soluções de carregamento rápido e inteligente, constitui condição indispensável para a superação de barreiras relativas à autonomia e à aceitação por parte do consumidor. Persistem, contudo, desafios relacionados à padronização tecnológica, ao impacto sobre a demanda energética, aos custos de instalação e à distribuição geográfica desigual dos pontos de recarga. Conclui-se que a mobilidade elétrica representa vetor estratégico para a sustentabilidade urbana e energética, desde que acompanhada por planejamento integrado, investimentos em infraestrutura e marcos regulatórios consistentes.

Palavras-chave: Mobilidade elétrica. Infraestrutura de recarga. Transição energética. Veículos elétricos. Redes inteligentes.