Joelson
Lopes da Paixão
Doutorando e
Mestre em Engenharia Elétrica. Especialista em áreas da Educação e relacionadas
à Engenharia Elétrica. Bacharel em Engenharia Elétrica, licenciado em
Matemática, Física, Pedagogia e em Formação de professores para a EPT. Foi
aluno de IC, atuou como professor na EBTT e participou de vários projetos de
P&D. Atualmente, é pesquisador e doutorando em Engenharia Elétrica. E-mail:
joelson.paixao@hotmail.com | Lattes: http://lattes.cnpq.br/6907289379766915 |
ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8874-5151
RESUMO
A mobilidade elétrica se consolidou
como um dos pilares da transição energética e da descarbonização do setor de
transportes, segmento responsável por parcela expressiva das emissões globais
de gases de efeito estufa. A substituição progressiva de veículos movidos a
combustíveis fósseis por veículos elétricos (VE) apresenta potencial
significativo para a redução de emissões locais, melhoria da qualidade do ar
nos centros urbanos e diminuição da dependência de derivados de petróleo.
Todavia, a consolidação dessa transformação depende diretamente da expansão e
da adequação da infraestrutura de recarga, componente crítico para a
viabilidade técnica, econômica e social da mobilidade elétrica. O presente
estudo analisa criticamente os fundamentos tecnológicos da mobilidade elétrica,
os modelos de infraestrutura de recarga disponíveis e os desafios regulatórios,
energéticos e urbanos associados à sua implementação em larga escala. Parte-se
da premissa de que a eletrificação do transporte não se restringe à
substituição do motor a combustão por sistemas elétricos, mas demanda
reconfiguração sistêmica que articula redes elétricas inteligentes, sistemas de
armazenamento de energia e políticas públicas coordenadas. Argumenta-se que o
desenvolvimento de redes de recarga públicas e privadas, associadas a soluções
de carregamento rápido e inteligente, constitui condição indispensável para a
superação de barreiras relativas à autonomia e à aceitação por parte do
consumidor. Persistem, contudo, desafios relacionados à padronização
tecnológica, ao impacto sobre a demanda energética, aos custos de instalação e
à distribuição geográfica desigual dos pontos de recarga. Conclui-se que a
mobilidade elétrica representa vetor estratégico para a sustentabilidade urbana
e energética, desde que acompanhada por planejamento integrado, investimentos
em infraestrutura e marcos regulatórios consistentes.
Palavras-chave: Mobilidade elétrica. Infraestrutura de recarga. Transição energética. Veículos elétricos. Redes inteligentes.

